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A nova quarentena é uma retaliação aos pernambucanos que desobedeceram às restrições impostas no início deste mês.

Um dia após protestos contra restrições, governador de PE impõe nova quarentena
Foto: Reprodução/ Internet

| Por: Diógenes Freire (Publicado em 15.03.2021 no site Estudos Nacionais)

O Governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB-PE), anunciou na tarde desta segunda-feira (15) um novo período de quarentena em todo o Estado a partir desta quinta-feira (18). O anúncio do governador foi feito um dia após milhares de pernambucanos terem tomado as ruas da capital para protestar pacificamente contra as medidas consideradas “abusivas”.

A nova quarentena é uma retaliação aos pernambucanos que desobedeceram às restrições impostas no início deste mês. Entre outras medidas, o decreto do dia 03 de março previa toque de recolher das 20h às 5h e fechamento do comércio aos finais de semana.

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No comunicado, Paulo Câmara faz ataques ao governo Federal e diz que os número de casos e de mortes continua subindo. “A mais grave penalização é perder vidas e nossa maior missão é protegê-las”, afirmou. Câmara também disse que está negociando a aquisição da vacina russa através do consórcio Nordeste, formado pelos nove governadores da região.

O governador que é um negacionista do tratamento inicial contra a Covid-19, apesar de milhares de médicos relatarem êxito na aplicação do protocolo, aposta agora em uma vacina russa rejeitada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e pela metade dos russos.

Paulo Câmara disse ainda que não há mais alternativas no momento e que o país vive um novo pico da crise “de ameaça crescente”. A únicas saídas que Câmara oferece aos pernambucanos são a penalização da economia e o ataque às liberdades individuais. O governador disse que a nova quarentena será do dia 18 ao dia 28 de março.


De acordo com a TV Jornal, o novo decreto deverá proibir o funcionamento de bares e restaurantes; shoppings e galerias comerciais; óticas; salas de cinema e teatros; academias; salão de beleza e similares; comércio varejista de vestuário, calçados, eletroeletrônicos e linha branca, cama, mesa e banho e produtos de armarinho.

Também serão fechadas escolas e universidades (públicas e privadas); clubes sociais , esportivos e agremiações; práticas e competições esportivas; praias, parques e praças; ciclofaixas de lazer, eventos culturais e de lazer, além dos sociais. As igrejas e demais templos religiosos poderão abrir somente para atividades administrativas e para preparação e realização de celebrações via internet.

O Governo de Pernambuco vem em uma crescente de ameaças contra os pernambucanos desde o começo do mês de março com o anúncio das medidas restritivas anteriores ao novo decreto. No dia 08 de março, o Secretário de Justiça e Direitos Humanos de Pernambuco, Pedro Eurico, disse que partir daquele momento, quem fosse flagrado em festas clandestinas e aglomerações poderia ser preso. Segundo Eurico, todos que desobedecem às medidas restritivas estão praticando crimes contra a saúde pública.

Em novembro do ano passado, muitos prefeitos e vereadores pernambucanos do mesmo partido do governador celebraram a vitória eleitoral promovendo aglomerações e descumprindo as normas sanitárias. Até o momento nenhum deles foi acusado de praticar crimes contra a saúde pública.

Judicialmente questionada

No último sábado, entidades civis entraram com pedido judicial de fundamentação científica e jurídica a todo os governadores do Brasil sobre as medidas restritivas e obrigações criadas na pandemia. Os governos estaduais terão 20 dias para encaminhar respostas, que deverão ser submetidas a análise jurídica e cientificamente por médicos e especialistas de todo o país.

O pedido de explicação teve o apoio da Organização Mundial pela Vida (OMV), entidade internacional com sede na Itália e que foi responsável pela recente denúncia contra o governo de Israel no Tribunal Internacional de Haia, por violação do Código de Nuremberg ao submeter os israelenses a experimento médico sem consentimento informado, crime pelo qual foram julgados os nazistas ao final da Segunda Guerra Mundial.

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