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Eu não vou mais prender trabalhador, não entrei na polícia para prender pai de família, quero trabalhar com dignidade porque eu sou policial militar da Bahia", gritava o soldado.

“Não entrei na PM para prender pai de família”, disse soldado executado por colegas na Bahia
Foto: Reprodução/ Internet

| Por: Diógenes Freire (Publicado em 29.03.2021 no site Estudos Nacionais)

A morte do Policial Militar, Wesley Soares Góes, após protestar contra as ordens de prender trabalhadores, na Bahia, surgiram homenagens ao soldado, com a hashtag #WesleyHeroiNacional, que ganhou força nas redes sociais em poucas horas. A execução sumária mancha ainda mais a já abalada imagem da polícia entre a população, após escalada de violência contra trabalhadores.

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O PM foi executado por colegas do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) após efetuar disparos para o alto. Wesley protestou contra as ordens ilegais do governador da Bahia, Rui Costa (PT).

Com o rosto pintado de verde a amarelo, Wesley Soares gritava que não iria mais permitir a violação da honra e da dignidade do trabalhador. “Comunidade, venham testemunhar a honra ou desonra dos policiais militares do estado da Bahia”, gritou após descer de um veículo em frente ao Farol da Barra em Salvador por volta das 14 horas de ontem (28).

Eu quero trabalhar com honra, com dignidade. Eu não vou mais prender trabalhador, não entrei na polícia para prender pai de família, quero trabalhar com dignidade porque eu sou policial militar da Bahia
desabafou o soldado aos gritos, antes de ser abatido por seus próprios colegas.

Em comunicado, a Secretaria de Segurança Pública da Bahia (SSP-BA), alegou que quase “quatro horas depois do Bope ter iniciado as negociações” com o soldado, Wesley disparou em direção à guarnição e foi executado com pelo menos 10 tiros. O comunicado da Secretaria acusou o policial de ter sofrido um “surto psicótico”.


Internautas se revoltaram com a execução do policial que resistiu às ordens repressivas contra trabalhadores, que vêm se tornando comum com a justificativa da emergência sanitária mundial.

O Estado está acabando com a nossa tropa e hoje, oficialmente, acabou com a Polícia Militar da Bahia
diz o trecho de um vídeo que circula nas redes sociais.


Após o ataque contra o soldado, Wesley Soares foi levado para o Hospital Geral do Estado (HGE) em Salvador, mas teve a morte confirmada pouco tempo depois de dar entrada. Em frente ao hospital, policiais militares deram início a um movimento de greve.


Lockdown

Por ordem do governador, Rui Costa, a Bahia está em lockdown desde o dia 26 de fevereiro. As medidas restritivas vão desde o fechamento do comércio ao toque de recolher. Tais medidas já foram julgadas inconstitucionais em decisão proferida pelo juiz da Comarca de Ribeirão Preto – SP que também considerou ilegal a prisão de um comerciante que se recusou a fechar sua loja.

Na decisão, o juiz esclarece que de acordo com os artigos 136 e 137 da Carta Magna brasileira, a restrição de alguns direitos e garantias fundamentais somente poderiam ser tomadas pelo Presidente da República com aprovação do Congresso Nacional mediante decretação de Estado de Defesa ou Sítio.

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