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Esta não é a primeira vez que o gestor se vê na mira da PF. Em dezembro de 2020, ele foi um dos investigados na Operação Articulata, que investigava supostos desvios em contratos firmados no combate à pandemia

Secretário de Paulo Câmara é alvo de operação da PF contra corrupção
Renato Xavier Thièbaut, chefe do Gabinete de Projetos Estratégicos (GAPE) de Pernambuco — Foto: Reprodução/ Site do Gape

O chefe do Gabinete de Projetos Estratégicos (GAPE) de Pernambuco, Renato Xavier Thièbaut, é um dos alvos da operação ‘Payback’, deflagrada na manhã desta sexta-feira (15) pela Polícia Federal, segundo apuração do Jornal do Commercio. Por causa da Lei contra Abuso de Autoridade, a PF não pode divulgar os nomes dos investigados. Com status de secretário, Thièbaut está no cargo desde o primeiro mandato do governador Paulo Câmara (PSB).

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Esta não é a primeira vez que o gestor se vê na mira da PF. Em dezembro de 2020, ele foi um dos investigados pela Operação Articulata, deflagrada pela PF para cumprir mandados de busca e apreensão relacionados a supostos desvios de dinheiro em contratos firmados no combate à pandemia de covid-19. O nome do gestor foi revelado pela Folha de S.Paulo.

À época, oficialmente, a PF não confirmou o nome do gestor, mas informou que o servidor público alvo da operação é comissionado e tem prerrogativa de foro. Além disso, segundo a investigação, agia como articulador entre a empresa investigada e o órgão público.

O Governo de Pernambuco se pronunciou através de nota oficial. A administração estadual afirmou que está à disposição de prestar todos os esclarecimentos necessários.

"Com relação à operação da Polícia Federal realizada hoje (15/10), o Governo de Pernambuco reafirma a disposição de prestar todos os esclarecimentos necessários, como sempre tem feito, quando solicitado por órgãos de controle e fiscalização."

QUEM É RENATO XAVIER THIÈBAUT

Segundo a página do GAPE na internet, o titular do gabinete é bacharel em Direito e foi Assessor Parlamentar do Deputado Federal Eduardo Campos, entre 2002 e 2004. Além disso, ele foi chefe de gabinete no Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, entre 2004 e 2005, no primeiro governo Lula, quando Campos era o titular da pasta.

O hoje chefe do GAPE já foi também assessor especial, ordenador de despesas, coordenador-geral de Recursos Logísticos e subsecretário de Planejamento, Orçamento e Administração do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

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Em 2007, após a eleição de Eduardo Campos, Thièbaut chefiou o Escritório de Representação do Estado de Pernambuco em Brasília e foi secretário Chefe de Gabinete do Governador de 2007 a 2014.

Thièbaut ocupou ainda o cargo de diretor financeiro da Fundação João Mangabeira, ligada ao PSB.

OPERAÇÃO ‘PAYBACK’

A Polícia Federal (PF) deflagrou, na manhã desta sexta-feira (15), uma operação que visa apurar crime de corrupção por parte de funcionários do Governo de Pernambuco. Batizada de ‘Payback’, a ação policial mira servidores do Gabinete de Projetos Estratégicos (GAPE), que teriam recebido vantagens indevidas em troca de favores políticos para grandes fornecedores da administração estadual.

"As investigações revelaram que um secretário do governo do Estado vinha recebendo vantagens financeiras em troca de favores políticos. Ou seja, ele intermediava contratos para grandes fornecedores do Estado e era beneficiado com reformas em seus imóveis, como uma casa de campo, em Gravatá", afirmou a delegada Mariana Cavalcanti, responsável pelo caso.

Ao todo, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5), que deferiu parte do pedido da PF, decretando ainda o bloqueio de bens dos investigados e incomunicabilidade entre eles. Os mandados foram cumpridos no Recife, em Muro Alto (Ipojuca) e em Gravatá, no Agreste do Estado.

Os pedidos de prisão preventiva, monitoramento eletrônico, afastamento cautelar de função pública e sequestro dos imóveis objetos da corrupção foram indeferidos.

INVESTIGAÇÃO

A análise do material apreendido na “Operação Articulata” revelou moradia gratuita e reformas em imóveis sem qualquer contraprestação por parte de um dos alvos, que desde meados de 2018, reside em imóvel de luxo, avaliado em valor médio de R$ 1,3 milhão, cuja locação custa em torno de R$ 5 mil mensais.

Também foram constatadas reformas gratuitas realizadas no mesmo imóvel e em casa de campo, feita por outro fornecedor, as quais superam a quantia de R$ 100 mil.

Payback, que em português significa “retorno”, é uma técnica muito utilizada nas empresas para análise do prazo de retorno do investimento.

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Com informações do JC Online

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