Estudante de 25 anos morre após denunciar ter sido estuprada pelo chefe no local de trabalho

Luanna Santos deixou uma filha de apenas 1 ano e 8 meses.

Estudante de 25 anos morre após denunciar ter sido estuprada pelo chefe no local de trabalho
Foto: Reprodução/ TV Jornal

Uma estudante de gastronomia de 25 anos morreu após denunciar ter sido estuprada pelo próprio chefe no local em que trabalhava, na Zona Norte do Recife. Ela deixou uma filha de 1 ano e 8 meses de idade.

O crime teria acontecido no dia 5 de novembro e, 12 dias depois, Luanna Santos Fernandes Ribeiro veio a óbito. A vítima registrou um boletim de ocorrência contra o suspeito, de 57 anos, no dia 12 do mesmo mês.

A reportagem da TV Jornal conversou, durante o programa Por Aqui, desta quinta-feira (16), com os pais dela. O pai de Luanna, o comerciante Elias Pinto, disse que ela estava feliz no primeiro emprego e viu tudo virar do avesso.

"A gente está esperando as informações da polícia. Tudo o que levou a esse triste acontecimento [suicídio] foi esse estupro. Na noite anterior do ocorrido, no dia 16 de novembro, ela não dormiu na casa do companheiro. De manhã, ela esteve na casa dele e lá, após discussão, acabou acontecendo esse suicídio. Mas a polícia está investigando se, verdadeiramente, foi isso que ocorreu. A gente aguarda os laudos do IML [Instituto de Medicina Legal] e do IC [Instituto de Criminalística]", lamentou.

QUEM ERA LUANNA SANTOS? MÃE DESCREVE FILHA

Prestes a se formar em gastronomia, a estudante já sonhava com uma pós-graduação na área. Infelizmente, teve o sonho interrompido. A enfermeira Luiza Santos, mãe de Luanna, resumiu quem era a filha.

"Muito guerreira, trabalhadora, tinha uma família linda. Uma excelente mãe. Uma menina igual a qualquer outra na idade dela. A partir desse estupro, ela realmente ficou muito mal psicologicamente. Eu estive com ela um dia antes da morte dela. A gente lanchou, conversou no shopping. E ela realmente não estava bem", disse.

"NÃO CONSEGUI ME MEXER, NEM RESPIRAR"

Ainda de acordo com Luiza, a jovem contou a mãe sobre o ocorrido e como tudo aconteceu. "Ela disse que estava trocando de roupa quando ele entrou e segurou ela. Ela disse que se sentiu como se estivesse sendo assaltada. Disse que não conseguiu se mexer, nem respirar direito", contou.

O suspeito tinha um histórico de assédio no local de trabalho. "Só tinha ela de mulher, com três homens. Ele, como chefe, se sentia no direito de fazer isso. Ele fazia isso [assediava] ela muitas vezes. Ela não falou porque tinha medo de perder o emprego, estava bem com o novo companheiro, muito apaixonada. Estava vivendo um sonho e foi um espelho que quebrou", lamentou a mãe.

DOR DE MÃE

Para Luiza, a sensação presente é de que Luanna vai chegar a qualquer momento e está sendo sofrido viver após a morte da filha.

"É muito doloroso. Cada vez que uma pessoa fala, liga, encontra, pergunta. E a gente precisa falar tudo de novo. Porque as pessoas gostam da gente e gostavam dela. A gente precisa contar tudo isso, é como se a gente arrancasse toda vez a capa da ferida e que sangrasse tudo de novo", declarou, muito emocionada.

PEDIDO DE JUSTIÇA

Os pais da estudante esperam que o suspeito pague pelo o que fez e que a justiça seja feita. Ainda de acordo com a mãe, o homem foi demitido do local de trabalho, assim como todos os empregados e a empresa foi fechada.

Com informações da TV Jornal

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