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Entre os aprendizados, ela lista dirigir no lugar dele em determinadas regiões, lidar com burocracias que envolvem agentes federais, como policiais, e andar sempre com o recibo de uma loja ou supermercado no bolso quando vai às compras com o marido.

Mulher branca viraliza ao contar o que aprendeu ao se casar com homem negro
Pamela e Walter Chandler são pais de Jasmine — Foto: Reprodução/ Facebook



Cansada de ver pessoas questionando ou diminuindo a importância do movimento Black Lives Matter, nos Estados Unidos, Pamela Chandler, uma mulher branca, decidiu reunir em uma publicação todas as coisas que aprendeu ao se casar com Walter, um homem negro. Juntos, eles têm uma filha, Jasmine, de cerca de 4 anos.

"Como uma mulher branca casada com um homem negro e criando uma filha birracial, eu tive que desaprender muitas coisas e aprender duas vezes mais", escreveu.

LEIA:
  • Eu tenho que dirigir sempre que estivermos saindo de Dayton Area. Não discutimos isso todas as vezes, mas sabemos que se estamos deixando nossa área segura e indo para as cidades menores de Ohio, sou eu quem dirige;
  • Eu preciso lidar com os balconistas, obter documentos assinados, qualquer burocracia que envolva agentes federais ou trabalhos administrativos porque as pessoas me ouvem e são muito mais agradáveis do que com ele;
  • As chances de encontrarmos um casal negro ou inter-racial em um cartão de Natal, por exemplo, são mínimas;
  • Meu marido se esforça para ser gentil e conversar com todos. Não porque ele é uma pessoa naturalmente carismática, mas porque ele aprendeu que um homem negro intimida as pessoas e, por isso, ele compensa sendo excessivamente amigável para que as pessoas não tenham medo dele;
  • Se Walter está empurrando o carrinho, sempre tenho que ter meu recibo em mãos ao sair da loja;
  • Nenhum dos nossos vizinhos pensou que éramos donos da nossa casa, vários vizinhos pararam meu pai e perguntaram se ele era o novo proprietário, porque é claro que o velho branco deve ter comprado a casa. Não apenas somos donos da nossa casa, como ela é totalmente paga, não temos hipotecas;
  • Levamos anos para encontrar uma igreja sem membros racistas;
  • Quando compra uma boneca, nossa filha tem diante dela 25 opções de bonecas brancas e no máximo duas negras;
  • As pessoas que nos param diariamente para dizer o quão adorável é nossa filha são as mesmas que atravessariam a rua se Walter estivesse andando sozinho;
  • Quando Walter vai a um playground com nossa filha, ele fica constantemente ao seu lado, caso contrário as pessoas olham com desconfiança e se perguntam o que o "grande homem negro" está fazendo no banco do parque.

Pamela disse que o objetivo da publicação não é que as pessoas sintam pena da situação, mas para impulsionar verdadeiras mudanças.

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"Eu quero um mundo melhor para nossa filha, então estou feliz que as coisas estão mudando. Sei que muitos de vocês estão cansados dos protestos, mas eu estou cansada de ter que procurar um posto de gasolina diferente quando há seis meninos brancos com camisas sem mangas do lado de fora", disse.

A publicação acumula, até o momento, 124 mil reações e 128 mil compartilhamentos no Facebook.



Com informações de Universa (UOL)

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