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Ano passado, mais de 2.200 empresas pernambucanas faliram e milhares de famílias ficaram desamparadas.

Comerciantes de Pernambuco reagem à nova quarentena imposta pelo governador
Movimentação no centro de Petrolina, Sertão de Pernambuco — Foto: Edjane Almeida/ Rádio Jornal Petrolina

| Por: Diógenes Freire (Publicado em 20.03.2021 no site Estudos Nacionais)

Desde que o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB-PE) anunciou a nova quarentena para todo o Estado, empresários e trabalhadores do comércio de várias cidades têm realizado protestos contra a medida. O novo decreto entrou em vigência no dia 18 e vai até 28 de março. O anúncio foi feito um dia após milhares de pernambucanos terem protestado pacificamente contra o fechamento parcial do comércio e o toque recolher vigentes naquele momento.

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No dia 17 de março, comerciantes da cidade de Petrolina realizaram uma carreata contra o fechamento do comércio e foram aplaudidos pela população. No dia 18, os lojistas realizaram nova carreata e abriram as lojas ao som do hino nacional.



Com gritos de “queremos trabalhar”, os comerciantes de Petrolina protestaram em frente à prefeitura da cidade na tarde desta sexta-feira (19).



Também no dia 17 de março, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Sertânia (CDL Sertânia) enviou uma carta ao prefeito pedindo a flexibilização da quarenta. Na carta, o presidente da entidade, André Rafael, ressalta que com o fechamento do comércio, as empresas “essenciais” acabam recebendo um volume maior de clientes ocasionando aglomerações e causando o efeito contrário àquele anunciado pela quarentena.

“Essas aglomerações geram o efeito contrário anunciado pelo governador e poderiam ser evitadas com a extensão do horário de funcionamento do comércio e não redução do horário como feito até o momento. Essa medida foi adotada inclusive para garantir a segurança dos eleitores durante o último pleito eleitoral. As urnas funcionaram até mais tarde para evitar que os eleitores aglomerassem nas sessões eleitorais. Portanto, tendo a eficácia da medida já sido comprovada durante as eleições, poderíamos também adotá-la para o comércio com a certeza de que estaríamos zelando pela saúde da população”, diz um trecho da carta.

No boletim epidemiológico do último dia 16, a Secretaria de Saúde de Sertânia não havia registrado nenhum novo caso de Covid-19, o que levou os comerciantes a questionarem ainda mais a quarentena. Diante da situação os empresários resolveram convocar uma carreata para a próxima segunda-feira (22).

Em Arcoverde, a Associação Comercial e Empresarial de Arcoverde (ACA), a Câmara de Dirigentes Lojistas de Arcoverde (CDL Arcoverde) e o Sindicato dos Empregados no Comércio (SINDECA) realizaram carreada em protesto contra o lockdown na tarde da sexta-feira (19).

Os lojistas fixaram faixas nas lojas criticando o governador e a política do lockdown.

Comerciantes de Pernambuco reagem à nova quarentena imposta pelo governador
Foto: Divulgação

Na cidade de Garanhuns, os comerciantes fizeram um protesto pacífico em frente à prefeitura contra o fechamento das lojas. “Temos duas situações distintas: salvar vidas e também salvar as empresas, porque o nosso comércio passou dez meses de portas fechadas e nesse momento vai arcar sozinho com essa responsabilidade?”, disse um dos manifestantes.


Reproduzido da página Direita Garanhuns

Em Caruaru, os comerciantes se reuniram na noite do dia 17 para protestar contra o lockdown e em Belo Jardim, o prefeito Gilvandro Estrela atendeu à demanda dos comerciantes garantindo que não irá perseguir trabalhadores.



Impactos econômicos do lockdown

Um levantamento feito pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) apontou que 75 mil estabelecimentos comerciais com vínculos empregatícios foram fechados no Brasil em 2020. Em Pernambuco, esse número chegou a 2.270 estabelecimentos fechados. Os setores de vestuário, papelaria e livraria foram os mais afetados.

Em 2020, Pernambuco registrou uma queda de 1,4% no Produto Interno Bruto (PIB). O setor de serviços foi o que mais sofreu queda.

O número de profissionais liberais que estão impedidos de trabalhar e não têm outros meios para sobreviver não aparecem nas estatísticas.

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