Caso Miguel: Sari Corte Real será ouvida em audiência no próximo dia 15 de setembro

Será a segunda audiência de instrução e julgamento do processo sobre a morte do menino de cinco anos, que morreu ao cair do nono andar de um prédio de luxo, no Bairro do Recife, em junho do ano passado

Caso Miguel: Sari Corte Real será ouvida em audiência no próximo dia 15 de setembro
Sari Corte Real é acusada de ter deixado o garoto de cinco anos sozinho dentro de um elevador, o que é proibido por lei — Foto: Reprodução/ Facebook

Está marcada para o próximo dia 15 de setembro a próxima audiência na justiça do processo que ficou conhecido como Caso Miguel. De acordo com a assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça de Pernambuco, a audiência de instrução e julgamento do processo de nº 0004416-62.2020.8.17.0001, que tem como acusada Sari Mariana Costa Gaspar Corte Real e vítima Miguel Otávio Santana da Silva, será às 9h, na 1ª Vara de Crimes contra a Criança e o Adolescente da Capital.

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Nesta audiência, serão ouvidas duas testemunhas da defesa que faltam à instrução do processo - sendo uma de forma presencial e outra por videoconferência, na comarca de Tamandaré. E nesta ocasião também será feito o interrogatório da acusada. Até o momento, na primeira audiência do caso, ocorrida no dia 3 de dezembro de 2020, de forma presencial, foram ouvidas oito testemunhas arroladas pelo Ministério Público e três testemunhas de defesa. Uma quarta testemunha solicitada pela defesa foi ouvida por carta precatória na comarca de Tracunhaém.

Mirtes Renata Santana da Silva, a mãe de Miguel, que ingressou num curso de Direito após a morte do filho, participou ontem (30) de uma live com o apresentador Fábio Porchat em que ela comentou o andamento do processo e a expectativa dela de que seja feita justiça. "Não quero que o caso de Miguel caia no esquecimento e vire mais um. Miguel tem mãe. Eu sempre lutei pelo meu filho em vida. Hoje eu também estou defendendo o meu filho com unhas e dentes", disse Mirtes na transmissão.



RELEMBRE O CASO

No dia 2 de junho de 2020, em pleno pico da pandemia do novo coronavírus em todo o mundo, Mirtes Renata trabalhava como empregada doméstica num apartamento no condomínio conhecido como Torres Gêmeas, no Bairro do Recife, onde viviam Sari Corte Real, o esposo Sérgio Hacker, ex-prefeito de Tamandaré e os dois filhos do casal. Naquele dia, ela levou o filho de cinco anos para seu local de trabalho, porque não tinha com quem deixá-lo. Depois do almoço, por volta das 13h, Mirtes desceu para passear com o cão dos patrões e deixou o filho no apartamento, sob os cuidados da dona da casa.

De acordo com o inquérito policial, o menino quis descer para ir ao encontro da mãe e foi deixado por Sari sozinho dentro do elevador do edifício, desembarcou no nono andar, acessou uma área onde são instalados os condensadores de ar condicionado do condomínio e acabou caindo de uma altura de cerca de 35 metros. O menino não resistiu e morreu. Ainda de acordo com Mirtes Renata, a ex-patroa alega que só deixou a criança sozinha no elevador porque não conseguiu contê-lo. "Querem 'adultizar' meu filho e infantilizar Sari. Ela alega que não teve pulso para conseguir segurar Miguel e impedido ele de entrar no elevador. Me machuca muito querer colocar a culpa no meu filho, uma criança de 5 anos de idade. Essa estratégia de defesa é muito baixa", lamentou Mirtes.


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Com informações da Rádio Jornal

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